Aquele espinho…

Não foi como das outras vezes. A dor estava mais aguda, e um frio passou em sua barriguinha. Ele se sentia atordoado, não tinha ninguém perto para lhe ajudar. Pensou em fazer um escândalo, mas quem o ouviria? Além disso, já estava ‘grandinho’ demais para chorar. Se seu irmão mais velho o visse assim, iria caçoar da cara dele…
Mas a dor ficava cada vez mais forte…No chão se via um círculo, colorido por um vermelho turvo…logo a frente se via outro círculo, que cada vez crescia mais…era formado de um líquido transparente e menos denso que o da outra poça, mas em contato com o barro se integrava ao mesmo, formando um pouco de lama. Eram suas lágrimas…Menino jogando bola Passou um tempo imaginando o porque daquela dor. Por mais que fosse vísivel o lado ‘material’ dela, ele não se convencia de que aquilo fosse como um alerta do sistema nervoso, segundo sua professora explicara um dia numa aula de Ciências.
De repente um friozinho passa por seu rosto. É mais uma lágrima caindo. Ele passa seus dedinhos roliços na face e tira aquele líquido inodoro, porém salgado. Nessa hora ele toma coragem e diz: “Não pode ser tão difícil…!”. Olha para seu pezinho, o coloca sobre o joelho, cruzando as pernas, e fecha os olhos.

Quando menos espera, alcança o desejo de tantas horas. “Como era fácil, fiquei aqui todo esse tempo inultimente”, pensa ele consigo. Olha para o pé, que ainda está meio dolorido, mas não que o impeça de ir pra casa. ele olha para aquele pequeno espinho, o coloca em um lugar onde outros não possam pisar. Olha para o campo vazio, raciocina um pouco, pega sua bola, coloca debaixo do braço, e sai correndo em direção do lar…

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