Entrevista com Brenda Nepomuceno

Hoje estamos estreando mais uma seção: a de entrevistas! E nossa 1ª entrevistada será nada mais nada menos que Brenda Nepomuceno, a Garota do Blog! Hahaha. Brincadeiras a parte, nossa entrevistada é uma blogueira de sucesso considerável. Seu blog tem quase 100 mil visitas em apenas 2 anos de existência. Esse sucesso foi alcançado de maneira simples: expressando sua opinião sobre assuntos corriqueiros de seu interesse, como moda, música, literatura, entre outros.

Além disso, Brenda, que é brasileira, mora na Austrália há alguns anos e conta pelo seu blog como é viver em outro país, como são os costumes, diferenças e pontos positivos e negativos de se viver em outro país. Acompanhe agora nossa entrevista com essa garota especial!

1. Qual foi seu principal incentivo para a criação do blog?

Eu sempre amei escrever, e sempre escrevi. Também sempre fui pelo menos um pouco viciada em internet, então juntei os dois e comecei a tentar fazer um blog dar certo. Perdi as contas de quantos eu tive antes do About Dreams & Broken Glass. Em Agosto de 2008, entretanto, quando eu estava prestes a mudar pra Austrália, resolvi criar um (na época eu tinha desistido de blogs; estava só com um flog) para contar pra família e pros amigos todas as minhas aventuras e desventuras. No fim, o que eu nunca imaginei aconteceu: o blog fez sucesso mesmo por causa das minhas criações literárias. Ainda escrevo sobre as diferenças culturais e como é morar no exterior até hoje, mas para o meu espanto, as pessoas agora o visitam mais pelos meus textos do que pela Austrália.

2. Você se considera sincera? Teria coragem de falar algo sobre a roupa de alguém “na cara”, por exemplo?

Se tem uma coisa que eu sou é sincera; não sei mentir. Todo mundo que me conhece nem que seja só um pouquinho consegue ler o meu rosto e saber exatamente o que eu estou pensando. Detesto falsidade. O problema maior é que além de sincera, eu não gosto de ser ruim com as pessoas, nem de confronto. Então no caso da roupa horrível, vou me contorcer pra não falar mal e ser sincera ao mesmo tempo. Particularmente nessa situação de roupas (e gostos das pessoas em geral, vai), desenvolvi uma estratégia: dou sugestão de algo que ficaria melhor. Tem coisas que eu acho horrível – e se você estiver indo fazer compras comigo e eu vir numa vitrine, eu vou tirar sarro até cansar. Mas se você estiver experimentando algo que eu não gosto, jamais vou falar que é horrível. Posso até te ajudar algo que “vai ficar melhor em você”, mas nunca vou ser grossa. Quando o assunto são os meus sentimentos sou a sinceridade em pessoa, um livro aberto. Mas quando a minha sinceridade pode ferir os outros, tento encontrar maneiras mais brandas de expressar o que eu sinto, sem ofender ninguém.

3. Como a tecnologia tem influenciado sua vida? Acha que ela nos torna insensíveis?

Acho que, como tudo, ela tem um lado bom e o ruim. Pra mim, que moro tão longe, são mais prós do que contras, pra falar a verdade. É através da internet e do telefone que me mantenho em contato com as pessoas que eu amo. A tecnologia também nos proporciona uma vida mais fácil, com tudo mais à mão, especialmente o conhecimento (acho que o Google é o amor da minha vida). Em excesso, porém, tudo faz mal.

4. Cite algo que poderia nunca ter existido, na sua opinião.

Comida. Eu adoraria se pudéssemos repor nossas energias só respirando. Acho comer um mal necessário. É claro que existem coisas que eu amo saborear – sou chocólatra assumida, por exemplo -, mas ainda assim acho uma perda de tempo.

5. Fale sobre o seu blog para que as pessoas possam se inteirar dele.

O meu blog é o máximo. HA HA HA – brincadeirinha. Se é o máximo eu não sei, mas sei que é feito com o maior carinho do mundo. Começou como um diário das minhas desventuras australianas, acabou se tornando sobre as minhas opiniões a respeito do mundo, e hoje em dia é mais como um lar para as minhas criações literárias. Tem um pouco de tudo e é lido por muitas pessoas diferentes, então tenho certeza de que dá pra encontrar algo pra cada um. Com música, literatura e mais quase tudo nesse mundo, é onde conheci pessoas fantásticas e de onde eu espero poder começar a minha carreira como escritora.

Brenda, a Garota do Blog!

6. A cada dia mais que passa os valores humanos tem tomado rumos diferentes. Como fazer pra manter nossa profissão de fé viva sem nos tornarmos robôs?

Realmente, nesse mundo de valores invertidos é difícil defender aquilo em que acreditamos. Não é apenas difícil continuar acreditando quando questionam nossos valores – também é difícil demonstrar esses valores sem parecermos fanáticos… Hoje em dia ser “cristão” está associado com muitas coisas ruins. Já passei por uma fase em que eu era muito religiosa, mas Deus tem me mostrado que o amor é a base de tudo. Todos os que me conhecem sabem da minha fé e sempre foi assim. Lembro de que quando estava na quarta série briguei com um menino e ele me acusou: “você diz que é cristã mas veja só como você se comporta”. Nunca mais esqueci disso. Hoje em dia, tudo o que eu faço tento basear no amor de Deus. Afinal de contas, “temos três coisas que nos levam à consumação: confiar firmemente em Deus, ter uma esperança inabalável, amar extravagantemente. E o melhor dos três é amar” (I Coríntios 13:13b, numa tradução minha da versão The Message). Pra demonstrarmos nossa fé temos sempre que perguntar a Deus se o que fazemos é baseado no amor, se Ele sendo amor faria o mesmo. Pra ter uma fé viva, é preciso ter um relacionamento vivo com Deus.

7. O Brasil ainda é um bom lugar pra se viver ou você prefere continuar no exterior? Ainda nutre saudades daqui?

Ah, o Brasil! Essa é uma questão complicada pra mim. Acho que não existe lugar como o Brasil, como a minha cidade… Até porque metade do meu coração ficou pra trás por aí, junto com as pessoas que eu amo e que estão longe. Eu sou uma especialista em saudade. Sinto saudade até da padaria da esquina! Risos. Porque eu me apego demais a tudo, nunca consigo me desfazer completamente de nada. Ainda assim, sinto mais saudade das pessoas e da cultura do que do lugar em si; até porque Melbourne é a melhor cidade do mundo, mesmo eu sendo suspeita pra falar. Quando vim pra cá tinha a maior birra de tudo, já que não foi escolha minha me mudar. Eu só queria saber de voltar pra casa. Agora, entretanto, Deus tem me mostrado os porquês de ter me trazido pra cá, e as peças estão começando a se encaixar. Por isso posso afirmar que, por hora, estou bem aqui. Mas também não posso dizer que vou passar o resto da vida fora do Brasil, porque não sei o que Deus tem planejado pra mim. Mas se eu pudesse criar o mundo perfeito, moraria em Melbourne com todas as pessoas que eu amo aqui pertinho de mim!

8. Bate –volta:

a) um desejo – completar 100 mil visitas nesse mês de #2anosdeblog 😉

b) um objetivo atual – ser aceita na University of Melbourne e cursar Escrita Criativa.

c) um amor – Deus.

d) uma música – Hallelujah, na versão da Kate Voegele. http://www.youtube.com/watch?v=k29JxVCKBBM

e) uma imagem – são tantas que eu não consigo escolher uma só.

9. Quem te conhece sabe do seu gosto musical apurado e voltado para algumas artistas do sexo feminino como Lacey Mosley e Taylor Swift. Você tem o desejo de algum dia cantar profissionalmente? Qual o exemplo e incentivo que essas cantoras te dão?

E eu que pensava que escondia muito bem esse meu sonho! Risos. A verdade é que se eu pudesse ter escolhido nascer com qualquer dom, eu escolheria cantar. Acho que trocaria até a escrita por uma bela voz. Mas não tenho planos, não. Adoraria, e música está no meu sangue (meu pai é guitarrista, meu avô tinha uma banda e meu bisavô era maestro) mas não tenho voz pra isso… Fico então só apreciando uma boa música – e berrando no chuveiro, é claro!

Com essa minha veia de escritora, sou muito mais atraída por letras do que pelas melodias em si. O que basta é um verso inteligente pra me deixar apaixonada. Tanto com a Lacey quanto com a Taylor foi isso que aconteceu. Flyleaf já é uma paixão antiga, de mais de quatro anos atrás. Apesar de não parecer por causa da minha veia pop/country/folk, eu adoro rock. No começo eu achava que a Lacey gritava demais, mas quando parei pra ler as letras fiquei tão impressionada que resolvi escutar de novo. Aí foi paixão à segunda escutada! Além disso, a Lacey é um modelo de vida pra mim.

Adoro quando além de boa música, os artistas que eu admiro são também boas pessoas. Acho que a Lacey foi a primeira pessoa que eu me espelhei de verdade (‘tá bom, vai, depois da Sandy, quando eu era criança… Risos.), porque ela me apresentou a um tipo de Cristianismo que eu não conhecia pessoalmente. Ali estava uma baixinha roqueira que cantava a verdade sobre a sua época de depressão e sobre como Jesus a tirou dali em pleno festival de rock onde bandas seculares tocavam! Ali estava uma garota que escrevia aquilo que saía na sua intimidade com Deus, sem se preocupar ou não com o estereótipo de banda cristã. Na época o que eu mais escrevia eram músicas, então isso me cativou de uma maneira que mudou a minha vida.

Já a Taylor Swift é uma fofa. Tudo o que ela faz é lindo, brilhante e de contos de fadas – a minha cara. Embora ela seja minha cantora preferida, não penso duas vezes antes de dizer que ela não é, nem de longe, a melhor cantora. Mas você já parou pra ver as letras dela? Ela é uma compositora absolutamente brilhante, especialmente quando se vê uma das músicas que ela compôs quando ainda bem novinha. E ela conquistou tudo sozinha; tudo o que ela toca vira ouro, sem usar a menor apelação. Acho que ela é uma das artistas mais sinceras da atualidade, e eu me indentifico demais com tudo o que ela faz.

10. Quer falar algo sobre você ou mandar uma mensagem para os leitores?

Eu só acho que todo mundo deveria ir participar da comemoração de #2anosdeblog lá no meu, já que estão todos comemorando o seu #1anodeblog. http://brendanepomuceno.wordpress.com/tag/2anosdeblog 😉

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6 comentários sobre “Entrevista com Brenda Nepomuceno

    • Eu também gostei muito dela!
      Eu que agradeço por ter aceitado o convite! Nunca esqueço da importância que você teve na criação desse blog. Tudo começou com Flyleaf…haha. No post de aniversário falarei sobre isso…
      Beijo!

  1. Pingback: Sendo Entrevistada « ~
  2. Gostei da entrevista, amei quando ela disse que prefere as letras das músicas ás melodias, eu faço o mesmo.
    e cá para nós, espero que ela seja uma grande escritora. !!
    parabéns pelo blog.

    • Isso ae, apesar de não fazer como você sei da importância que isso representa.
      Também torço pelo sucesso editorial dela!
      Valeu e volte sempre!

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