Quando Conhecimento é demais…

Sempre houve um consenso em nossa sociedade de que as pessoas precisam estudar o ensino básico, o médio (em alguns casos ensino técnico também) e depois começar a faculdade, ou mais de uma. Porém, se olharmos a fundo essa estrutura de aprendizado – que às vezes dura a vida inteira -, perceberemos que existem discrepâncias e problemas antigos, mas que só crescem a cada dia que passa.

Estudar até o ensino médio é considerado como a educação básica aqui no Brasil. Não sei como funciona em outros países, mas creio que deve ser parecido. Entretanto, com o crescimento exponencial da oferta de cursos superiores, as pessoas se viram como obrigadas a estudar mais alguns anos e conseguir uma formação superior. Podemos ver isso no atual mercado de trabalho, onde uma grande porcentagem de pessoas acredita que sem curso superior suas chances de empregabilidade diminuem e muito. E elas têm certa razão nisso. Mas como anda o ensino superior hoje?

Atualmente já existem por aqui ‘cursos superiores’ de menos de 2 anos! Isso mesmo, menos de 2 anos. Ok, o mercado está agitado nessa, é necessária uma formação instantânea. Mas já pararam pra perceber que a qualidade e conteúdo desses cursos é pífia e sem adequação, devido ao tempo de aprendizado ser mínimo?

Não só esses cursos de curta duração têm a qualidade afetada pela supressão de conteúdo e tempo. As várias ‘UNI qualquer coisa’ da vida têm feito com que o ensino superior seja banalizado e se torne uma extensão do ensino médio. Isso poderia até ser visto com bons olhos, pelo fato de ser ainda mais conhecimento para nossa juventude. Mas não! Ao invés de oferecer um bom conteúdo, algo que faça a pessoa crescer com o aprendizado, o que vemos é um ensino cada vez mais rápido, raquítico e oco. Quando a pessoa necessitar exercer aquilo que aprendeu, ela fará um trabalho ‘esplêndido’, para não dizer outra coisa…

Porque as faculdades públicas e as ‘particulares tradicionais’ possuem um ensino tão admirado e bem visto pelos empregadores e formadores de opinião? Creio que seja porque o ensino delas não se deteriorou com o tempo. Quando algo é bem trabalhado, ele não pode se deformar com os anos, se deixar moldar. Podem até chamar de antiquado e ultrapassado, mas o conteúdo que certamente faz a diferença é aquele das antigas, ‘arroz e feijão’.

Não critico quem estuda em universidades populares. É a opção que a pessoa teve para aprimorar seu conhecimento. Mas será que esse ensino não poderia ser melhor? Lógico, pra algumas pessoas não importa onde estão, o que elas querem é aprender e elas correrão atrás disso. Mas ainda sou daqueles que priorizam o bom e velho ensino que faz resultados, aquele que pode ser ‘primitivo’, mas que realmente possua algo a ser repassado.

Estudar nunca é demais, então seja sábio em suas escolhas!

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