Entrevista com Rafaela Rosa

Uma menina de 19 anos que gosta de esmaltes. Com essas características você logo poderia pensar em alguém fofa, que gosta de rosa e coisas de menina. Porém você está enganado! Nossa entrevistada de hoje é do mundo hardcore. Rafaela Rosa escuta desde pequena o som e se envolve como pode. Dificilmente ela não te fala de uma banda nova a cada conversa que se pode ter com ela. Mas não é só de hardcore que seu mundo é formado, por isso vamos conhecê-la um pouco melhor:

1. Defina o valor do hardcore no mundo pra você.

O hardcore foi à forma que eu consegui me encontrar, e acredito que todos que estão envolvidos pensam assim. O HC mostra a verdade como ela é, seja ela boa ou má. Ele realmente é aquilo que retira os ‘tampões’ dos olhos do mundo tão errado que estamos acostumados. É uma cena tão pequena e ao mesmo tempo tão livre. Claro que como qualquer outra sem suas pessoas chatas, suas brigas e etc. Mas ainda sim vou levar pro resto da vida.

2. Você estuda História, qual foi sua motivação para escolher essa área?

No começo eu me ‘virei e revirei’ até encontrar o que eu realmente gostava e que queria levar pro resto da minha vida. Tinha algumas coisas em mente: Não me imagino dentro de um escritório repetindo as mesmas coisas todos os dias e muito menos fazendo milhares de contas (detesto matemática haha).  A partir disso já descobri que minha área era Humanas; até porque eu sempre arrumo um ‘Mas.’ Ou um ‘Ou não’ nas minhas coisas sabe? Desde criança sempre fui muito questionadora e curiosa, sempre queria saber o ‘porque’ das coisas que eu não entendia ou não sabia de onde vinham. Foi ai que durante o colegial tive uma professora MARAVILHOSA de história, que me fez abrir os olhos e que eu espero ser um dia metade da professora e amiga que ela foi pra mim durante Três anos. Foi ai que resolvi que eu queria ser historiadora.

3. Somos rodeados de futilidades, seja na mídia, nas ruas ou na mente e boca das pessoas que vivem no nosso meio. Como você lida com isso?

Já fui muito chata com isso, mas percebi que não vale a pena. Eu faço a minha parte e principalmente não me deixo levar. Sempre fui seletiva, então meus amigos normalmente não são ‘fúteis’ a ponto de se deixarem levar com o que a mídia expõe. Quanto as outras pessoas que se influenciam eu prefiro manter distância do que discutir.

4. Fale um pouco dos seus blogs, seu funcionamento e as tais ‘fases’.

Como diria a Cecília Meireles: ‘Tenho fases, como a lua. Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua (..)’
em cada época da minha vida eu não consigo ficar em algo que tenha passado, por isso tantos blogs. Contudo deletei todos menos o Just a Memory. Ele foi o primeiro, o que eu tenho mais carinho e amor. Às vezes até passo por lá para dar um ‘alô’.

Atualmente eu escrevo para Blogueria e o Old is Cool.

5. De uns anos para cá a fotografia ficou muito popular. Você acredita que isso tenha criado clichês modernos ou foi um impulso nessa criação tão dinâmica da humanidade?

Sou a favor da fotografia, ela ajuda a marcar momentos.  Nós temos necessidade de relembrar momentos bons que tivemos talvez por isso tenha virado tão comum à prática. Concordo que tem pessoas que exageram um pouco; mas faz parte também. Não vejo mal nenhum disso ter virado clichê, pelo contrário. Porém basta saber usar.

6. Gosta de futebol?

Já gostei bem mais, assistia aos jogos do meu Tricolor Paulista. Mas de uns tempos pra cá não ando acompanhando.

7. Olhando para trás e comparando com sua vida atual, o que você enxerga?

Ao mesmo tempo que foi um alivio ter passado por várias coisas eu sinto saudade. Claro que prefiro agora…mas não me arrependo de absolutamente nada que passei, afinal são uma forma de conhecimento e aprendizado. Tudo que faço hoje foi trabalho de anos e anos. Haha

8. MTV foi um marco na adolescência de muitas pessoas, porém não apresenta mais aquele conteúdo tão diferenciado. O que você pensa sobre?

Com todo perdão da palavra, a MTV pra mim já era. Antigamente era visto como algo revolucionário que usavam para acabar com vários tabus. Porém hoje em dia percebi que a MTV se rendeu aos velhos clichês e as modas. Na minha época era muito bom, amava assistir o Banda Antes (ou banda nova), sempre abria oportunidade para novas bandas que estavam no alternativo mostrarem seu som. Atualmente o que eu vejo é uma emissora que ao contrário de antes, aliena mais que ‘revoluciona’. Fiz questão de apagar a MTV dos poucos canais que assisto.

9. Pensa em fazer alguma modificação no seu corpo, como tatuagens ou alargadores?

Pretendo sim, fazer duas tatuagens ligadas a minha banda preferida: O Street Bulldogs. Quanto alargadores, acho muito legal…mas não faria

10. A opinião da família influencia suas ações?

Algumas vezes sim, outras não. Sou teimosa e sempre vou de acordo com o que acho melhor pra mim; claro que a opinião deles é mais que válida; mas certas vezes não acabam batendo com o que eu realmente quero e sonho. Mas ainda sim, é muito válida.

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