Música + Fotografia + metrô = …

Metrophones! Faz algumas semanas que venho anunciando essa entrevista, que considero até aqui a mais importante do blog. Há alguns dias atrás conversei com a Rebecca, uma das pessoas que criou o projeto e atual administradora do mesmo. Mas o que seria o Metrophones?

O Metrophones é um projeto que reúne elementos diversos, mas num mesmo lugar comum. Seus criadores tiveram a ideia de desenvolver um projeto que desvendasse o que as pessoas ouviam no metrô, mas não apenas descobrir, e sim divulgar de alguma forma, criando outros laços com essa situação. O resultado foi a criação de um Tumblr e um projeto ambicioso mas simples, que além de destrinchar os fones alheios, também atua como forma de difundir cultura.

Toda semana diversas pessoas são entrevistas no metrô de SP e suas estações. Essas entrevistas consistem em perguntas rápidas sobre o dia-a-dia dessas pessoas, as músicas que eles costumam ouvir e, pra fechar, a pergunta que originou tudo: que música ela está ouvindo naquele momento!

Ah, pra obra ficar completa, o(a) entrevistado(a) é fotografado para que sua imagem, junto de um trecho da música e a mini-entrevista sejam publicados no site do projeto.

Parece algo simples, mas essa forma de unir música com transporte público e fotografia tem repercutido, ganhando até mesmo as páginas de grandes publicações nacionais.

Gostou? Então acompanhe a entrevista que fizemos com Rebecca Raia, que toca o projeto atualmente:

1. Rebecca, você estuda Relações Internacionais. De alguma forma isso influencia ou influenciou o Metrophones?

Rebecca: Estudar Relações Internacionais definitivamente influenciou o Metrophones. Sou interessada em situações criticas enfrentadas por cidades globais, e logo como isso afeta a população. O Metrophones define a cidade de São Paulo de uma forma especifica, mas imagine quando eu começar o projeto em outras cidades? É um estudo comparativo incrível, principalmente pelo privilégio de interagir com os habitantes de uma cidade em primeira mão. Os desafios que as pessoas que moram em São Paulo passam, são similares aqueles que outras pessoas passam em cidades grandes como São Paulo – então qual é a diferença entre elas? Existem muitas questões a serem analisadas como uma estudante de Relações Internacionais.

2. Já aconteceu alguma história inusitada ou curiosa?

Rebecca: Quando me deparo com pessoas que dizem não ter nenhuma ligação com a música, é inusitado. Mas o curioso são as amizades que surgiram com as entrevistas, ou até mesmo enquanto estou divulgando o projeto. Primeiro porque as pessoas gostam da ideia, se identificam. Depois porque música é muito pessoal, e ao conversar com alguém sobre música, às vezes criamos uma conexão única.

3. E se você fosse a entrevistada do dia, qual foi a última música que passou ou que está passando em seus fones? Ela envolve alguma história?

Rebecca: A última música que ouvi foi “I Speak Because I Can” da “Laura Marling”. Estou ouvindo bastante as músicas dela nessa semana porque vou ao show dela, nesse Sábado em São Paulo [na época da entrevista], e já comecei a entrar no clima. Também porque tem música que combina com clima frio, e para mim, ela e “Mumford and Sons” combinam com o clima frio sem sol – o que é bom, para mim.

4. O impacto que a música pode causar nas pessoas é algo muito interessante. Quais as experiências que você já adquiriu desde a criação do Metrophones?

Rebecca: Desde o inicio do projeto, a forma de abordar os participantes foi se alterando. Agora já sei o que perguntar, quando alguém não demonstra ter laços muito profundos com a música que está ouvindo. Nesse caso, tento buscar uma explicação, enquanto no começo eu ficava um pouco frustrada. Também aprendi a ouvir. O Metrophones é uma escola, não só sobre música e bandas novas, mas de experiências de vida.

5.  Todos que vocês abordam aceitam o convite ou já houve alguém que negasse a participação?

Rebecca: Normalmente as pessoas são bastante receptivas. O metrô é um local de transição, então é comum que alguém esteja com pressa, atrasado para o trabalho e não possa participar. Mas são raras as situações que alguém simplesmente negou ser entrevistado e fotografado.

6. Se não fosse a internet, o projeto poderia ganhar vida, de outra forma?

Rebecca: Se não fosse a internet, o projeto seria um livro ou uma exibição – o que é plausível. A internet possibilita a interação e divulgação do Metrophones, o que é uma das coisas mais legais do site: você ouvir a música na hora que vê a foto, comenta sobre o que a pessoa estava ouvindo, repassa para frente. Interagir com o projeto assim é bacana. Por isso a internet é importante.

7. Caso hoje fosse seu último dia entre os humanos, qual seria a música ou banda que te acompanharia nessa ultima jornada?

Rebecca: Provavelmente algo que eu considero universal, que a maioria das pessoas gostam. Provavelmente os Beatles. Imagino passar os últimos minutos da minha vida cantando Hey Jude com meus amigos e minha família.

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