Resenha: As I Lay Dying e Heaven Shall Burn em São Paulo

A cada show que vou fica difícil encontrar palavras diferentes para representar o que foi aquele evento pra mim. E esse show mais uma vez foi…sensacional, beirando a perfeição. Não apenas por ser um estilo que gosto, mas pelas bandas que executam com extrema habilidade seus dons, pela produtora que tem feito história em nosso continente e pelo público, que compareceu em peso e colaborou, fazendo uma ótima festa para os amantes desse estilo tão envolvente que é o metalcore.

Graças a Deus tudo ocorreu tranquilamente, desde a saída de casa até meu retorno. Da minha região foram quase 25 pessoas, que lotaram 2 vans previamente locadas. Chegamos cedo e por isso pudemos aproveitar o tempo de espera num shopping perto da casa. Quando voltamos, tomamos ‘um susto’: a fila de entrada rodava o quarteirão. Fazer o que, fomos pro fim dela. O ruim disso é que quando entramos a banda de abertura já tinha tocado e o palco estava sendo preparado para a primeira grande atenção da noite. Bom pra quem foi ver as bandas gringas!

Passada certa angústia, esperando o tempo se consumir logo, eis que surge ao fundo uma ‘melodia lírica’, característica das introduções do Heaven Shall Burn. Quando os músicos vão se colocando a postos, a galera logo começa a vibrar. Estavam há alguns segundos de ver uma das maiores bandas de metalcore da história. Logo todos estavam no clima do som, pesado e intenso. A banda tocou suas músicas mais conhecidas, como Endzeit e The Weapon They Fear, e outras, como The Omen, do trabalho mais recente dos caras.

Vocal Heaven Shall Burn - http://renanfacciolo.carbonmade.com/

O legal do HSB é que os caras são muito receptivos, e aproveitam muito bem o espaço do palco para tocar e entrosar os fãs. O cantor, em praticamente todas as músicas, foi de ponta a ponta do palco e agitou a galera, fazendo poses para fotos e caras engraçadas. Figuraças! Vale lembrar também que eles, apesar de serem alemães, tem fortes ligações com o Brasil. Além de já terem tocado por diversas vezes no país, na hora do ‘wall of death’ eles separaram a galera em dois grupos: corinthianos e palmeirenses. Pouca gente ouviu, mas em vídeos dá pra ouvir isso bem nítido. E o melhor da apresentação deles é que ela foi tão boa e intensa que quase todos a classificaram como a melhor da noite.

Mas não se iluda, o melhor da noite ainda estava por vir. O melhor em termos teóricos. O As I Lay Dying é uma das principais potências da Nova Onda do Metal Americano”. Ao longo desses 10 anos eles tocaram em diversos tipos de lugares, como igrejas e clubes, mas também marcaram presença nos maiores palcos do rock pesado mundial, como no Wacken Open Air e Rock Am’ Ring. Porém assisti-los ali, naquele momento, seria uma forma de atestar que eles realmente são uma banda de peso. E lá fomos nós, esperar os roadies ajustarem o palco para a banda. Qual não foi meio arrepio ao ver as cortinas abrindo, e um som oco e profundo, como marteladas gigantescas, soando na casa, misturado ao som de vozes enlouquecidas. Estava na hora de ver a banda que embalou vários momentos na minha vida durante os últimos 4 anos.

Tim Lambesis - As I Lay Dying http://renanfacciolo.carbonmade.com

Não demorou muito para ouvir a introdução e a primeira música, 94 Hours. Apesar do clipe bonitinho, essa é uma das músicas mais cultuadas dos caras. Peso e melodia únicos. Depois dessa, nem lembro muito de quais músicas tocaram. O que sei é que as mais conhecidas estavam lá, e as que eu mais gosto também. Forever, Nothing Left e Through Struggle foram algumas. Mas a hora que mais chamou a atenção de todos foi quando eles executaram a An Ocean Between Us e a The Sound of Truth. As pessoas incrivelmente acompanharam boa parte dessas músicas cantando-as em alto coro. Isso quebrou um mito [de que o metalcore não é inteligível]. Fiquei boquiaberto, tal como no show do Sick of it All, em ver verdadeiros fãs da banda. Foi lindo!

Dá uma sensação estranha ao lembrar do show. Não fui tão entusiasmado, mas a galera me contagiou e pude ver uma das últimas bandas que me instigavam a ir num show internacional. Faltam poucas pra lista ficar completa…

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