Bretão

Já faz muito tempo que o futebol é considerado o esporte símbolo do nosso país. É verdade que outros esportes, como o vôlei, o skate e até mesmo o rugby, tem ganhado espaço, mas nem assim o futebol perde sua força, seja nos interiores ou nas grandes capitais do país. E o que tem contribuído pra isso de maneira geral é a valorização financeira do esporte, que traz um equilíbrio interessante e chamativo.

Nos últimos anos nos habituamos a ver transferências milionárias ocorrendo no mercado da bola brasileiro. E sempre nos lamentávamos em ver grandes promessas saindo daqui. Mas as coisas começaram a mudar nos últimos três anos, senão me engano. O euro, principal moeda nas negociações do futebol mundial, começou a se desvalorizar vertiginosamente. E o que vemos hoje é uma moeda forte, mas debilitada. Isso funcionou como um incentivo para retorno dos jogadores brasileiros ao seu país natal. Quando uma ‘moeda padrão’ sofre desvalorização, logo os valores de transferência, salários e multas diminuem, quando nivelados com outras moedas. Isso gera um poder de compra aos times nacionais, e os dão condições financeiras suficientes para manter suas jovens estrelas por mais tempo, algo impensável desde que as transferências internacionais se tornaram viáveis.

Não apenas a desvalorização do euro em si, mas alguns outros fatores também influenciaram na melhoria da qualidade do esporte por aqui. A volta de grandes craques, como Ronaldo e Robinho, seguidas de um bom retrospecto dos mesmos, foi, ao lado dessa desvalorização do euro, um dos principais fatores para a volta dos jogadores brazucas.

E quem ganha com isso? Se por um lado não ganhamos nada de recursos, pelo menos nossos olhos e conversas diárias ganham combustível. Até eu, que só tenho sofrido com meu time nos últimos 10 anos, acabo entrando nas mesas-redondas que de redondas não tem nada e me aventuro a palpitar, opinar e dar pitacos. E mesmo que não sejamos fãs de futebol, é sempre bom saber que nosso país está se desenvolvendo em mais uma área, que é tão importante pra ele. Ainda tem muita coisa pra mudar, como a estrutura dos clubes, uma regulamentação para os torcedores e organizadas, a adequação de nosso calendário com o europeu, entre tantas outras coisas. Mas só em ver nosso esporte sendo valorizado em sua terra natal já dá gosto de acompanhá-lo como antigamente, indo ao estádio, comemorando com a família e amigos…enfim, buscando o objetivo do esporte: a união.

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