Lances da Vida

Como sempre, chegamos nesses dias ao fim dos campeonatos estaduais de futebol ao redor do país. E como sempre, as decepções e alegrias mais uma vez se apresentaram na face do público consumidor desse tipo de esporte/cultura. É algo que vivencio desde pequeno, na época de escolar. Cada grupo se partidarizava a algum time, e montava seu clã junto de seus amigos. Dependendo dos resultados de cada jogo, você tinha que aguentar as piadas por dias.

E isso se reflete nas relações que temos hoje. No trabalho e nos círculos amistosos sempre vemos esse assunto vir a tona (não consigo escrever crase dos dois modos ainda). Seja no horário de almoço ou no happy-hour, futebol sempre vira tema de conversa em nosso singelo país. E quando estamos em época de reta final de campeonatos nacionais (ou regionais, no caso) os debates se tornam mais ferrenhos e espumantes. Alguns chegam a canalizar brigas e protestos, que considero inúteis.

Mas, vejamos: se na época da escola, onde não tínhamos muita ideia nem de quem nós éramos, esses papos faziam, não era pra coisa mudar depois de grandinhos? Não mudar com relação a parar de gostar do esporte, mas sim de analisarmos isso com outra visão, dando menos valor…será que estou viajando?

Digo isso porque vejo que as pessoas continuam a se envolver em situações trragicômicas por causa do esporte. Se estressam, acabam falando demais, ficando com alguns hematomas em certos casos, e acham tudo isso normal. Daqui a alguns meses estarão comemorando algum título, pra depois de mais alguns meses chingarem os atletas novamente, num círculo do mal.
Uma coisa que me impressionou foi acompanhar a “apuração” de um torneio em tempo real pelo Twitter. Enquanto certo time ia perdendo, a galera estava se exaltando, falando bastante coisa desconexa e inesperada, só por causa de uns gols tomados. Eu sei, era o time que a galera torcia (contra ou a favor, não importa), mas expressar opiniões daquele jeito foi um tanto quanto imaturo. E o engraçado foi perceber que a maioria dos “contendeiros” é de nível superior. Se levarmos em conta esse fator veremos que nem a escolaridade mais elevada muda certos traços das pessoas.

Talvez seja chatisse minha observar isso e comentar por aqui, mas é algo dissonante, ah como é. Não sei. Melhor continuar torcendo quieto pro meu time fraquinho, que não dá grandes alegrias desde 99…

Anúncios

4 comentários sobre “Lances da Vida

  1. How are you, Danilo?
    In Spain there are a lot of people who asks you “what’s your favourite football team/group” but, not ofen they ask about your favourite singer, musician, writer…
    Wait, I’ve red your biography; really, are you studing keyboard? Incredible!
    De teclista a teclista ¡Sigue así, con el teclado! es un instrumento precioso y con muchas salidas sociales y laborales. Te lo digo yo.
    Ciao

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s