Leituras alheias.

Desde alguns anos atrás que planejava ter coleções em casa. Não de action figures, como alguns colegas meus gostam, mas de livros, CDs e DVDs. Comecei por CDs, que eram bem mais acessíveis a mim, e depois passei para os livros. DVDs comprei pouquíssimos, mas os certos. Porém esse desejo se modificou bastante depois de alguns tempos.

Ter bibliotecas em casa é algo lindo, principalmente quando se passam os anos. Antigamente (e ainda hoje, creio eu) era sinônimo de ser culto e prezar por bom conteúdo. Mas depois que a internet alcançou o reinado das comunicações e interações humanas vejo que a ideia de ter cultura em forma física perdeu e muito o sentido. Digo isso porque vejo como se tornou tendência as pessoas baixarem música e filmes, por exemplo. E mais recentemente a adquirem livros de forma eletrônica. É legal isso, porque cria novos meios de difundir conteúdo, alcançando as pessoas de maneiras inovadoras e até mais eficientes às vezes. Porém vai contra aqueles que gostam do que um dia foi tendência.

No meu caso eu “desisti” de comprar CDs esse ano porque apesar de ser algo muito legal ainda é um hobby caro. Comprei um CD do Flyleaf (o último da formação oficial) pela internet mas não chegou no meu endereço por uma falha no endereço. Quando fui tentar de novo teria que pagar quase R$50. Não é caro pelo “valor emocional” do CD, mas deixei pra outra ocasião.
Fora o fato de quem “nem só de algumas bandas é feito o homem”. Se eu fosse comprar todos os lançamentos que gostaria por mês perderia alguns % do meu salário, o que não é algo muito legal. Hoje existem meios de se ouvir música legal e de forma barata, e é isso que tenho feito. Para compensar o uso desse recurso tenho feito “backups” das músicas que ouço nesses serviços utilizando sites de download e torrents. Tem sido útil para quando se está sem conexão a internet e se quer ouvir aquela música preferida.
Com relação aos livros (que era o foco do texto) eu desisti esse mês de novas aquisições, por ora. Gostava muito de comprar livros, de ter os meus, e criar assim minha própria biblioteca. Porém percebi que estava acumulando livros em casa e só. Por mais que seja legal ter uma biblioteca, e possibilitar a leitura para familiares e amigos, acaba sendo algo “sem sentido” deixar tantos livros encostados, livros que nunca voltarei a ler (prefiro sempre leituras inéditas) apenas enchendo de pó. Sendo assim, começarei a efetuar trocas de livros a partir de agora. Pode ser algo do qual eu me arrependa lá na frente, já que ter uma biblioteca só é algo realmente efetivo quando se passam alguns anos. Mas acredito que aquilo que preciso é o que levo dentro de mim, não o que está impresso e na estante.
Para isso, além das trocas irei utilizar a biblioteca da minha faculdade, que irá me ajudar muito enquanto eu estudar nela. Tenho longos 5 anos (contando com a pós, se Deus permitir) para usufruir dela. Para as trocas com a boa-vontade dos amigos e o Skoob Plus.

Acho que só os DVDs é que não entraram nessa dança. Ainda prefiro muito mais gastar uma grana com um DVD de filme ou show do que baixar e assistir da internet. Talvez seja porque não tenho uma infra-estrutura que possibilite um bom consumo de material baixado (Smart TV ou set-top-box), mas sei lá, deve ser porque não me acostumei mesmo. De qualquer modo, assistir DVDs com a família ainda é algo sensacional.

E você, como tem sido seus hábitos “culturais”: físicos ou digitais?

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