CD #1 | New World Broadcast

Demorou, mas saiu!
Quase um semestre após o lançamento digital do CD, finalmente pude colocar minhas impressões sobre ele na mesa. Agora que a versão física foi disponibilizada bela desculpa as coisas ficaram mais fáceis, já que pude escrever minha resenha ouvindo o CD no talo, no sistema de áudio de casa.

A impressão que tive ao ouvir o trabalho na íntegra pela primeira vez foi: Continuar lendo

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Seara Vermelha

Eis que terminei meu primeiro livro de Jorge Amado, algo que devia ter feito antes, bem antes. Pela importância dele como autor, sendo um dos principais romancistas brasileiros, achei estranho que eu não tivesse degustado nenhum dos seus trabalhos até então, o que instigou minha curiosidade e fez esse trabalho ser uma das minhas escolhas para leituras posteriores.

Como eu já estou habituado com a literatura brasileira, acabei Continuar lendo

Entrevista com Hunger United

A música underground brasileira  sempre teve bons nomes, e justamente por ser uma cena “under” dificilmente chegava ao ouvido da galera. Porém isso mudou com a internet, onde os artistas encontraram um ótimo espaço para divulgar seus trabalhos. E um dos estilos que tem aproveitado esse recurso é o rock, nas suas infinitas vertentes.

Dentro dele existe uma veia que tem ganho uma divulgação interessante na rede, e consequentemente obtido resultados. Esse é o Continuar lendo

Água, um divisor

Sorrisos e tristezas, alegria e desolação. Por onde a água passa (em forma líquida) ela faz toda diferença. E é engraçado perceber que a água faz parte de toda nossa vida praticamente. Desde a constituição da Terra, ou mesmo da nossa constituição física, passando por nossos alimentos e meio ambiente, tudo envolve a água!

Quando penso nisso vem algo em minha mente: se a água faz tanto parte de nosso cotidiano, dando-nos a possibilidade de viver e existir, porque a temos também como coadjuvante nas tragédias? Não era pra ser diferente?

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Entrevista com Brenda Nepomuceno

Hoje estamos estreando mais uma seção: a de entrevistas! E nossa 1ª entrevistada será nada mais nada menos que Brenda Nepomuceno, a Garota do Blog! Hahaha. Brincadeiras a parte, nossa entrevistada é uma blogueira de sucesso considerável. Seu blog tem quase 100 mil visitas em apenas 2 anos de existência. Esse sucesso foi alcançado de maneira simples: expressando sua opinião sobre assuntos corriqueiros de seu interesse, como moda, música, literatura, entre outros.

Além disso, Brenda, que é brasileira, mora na Austrália há alguns anos e conta pelo seu blog como é viver em outro país, como são os costumes, diferenças e pontos positivos e negativos de se viver em outro país. Acompanhe agora nossa entrevista com essa garota especial!

1. Qual foi seu principal incentivo para a criação do blog?

Eu sempre amei escrever, e sempre escrevi. Também sempre fui pelo menos um pouco viciada em internet, então juntei os dois e comecei a tentar fazer um blog dar certo. Perdi as contas de quantos eu tive antes do About Dreams & Broken Glass. Em Agosto de 2008, entretanto, quando eu estava prestes a mudar pra Austrália, resolvi criar um (na época eu tinha desistido de blogs; estava só com um flog) para contar pra família e pros amigos todas as minhas aventuras e desventuras. No fim, o que eu nunca imaginei aconteceu: o blog fez sucesso mesmo por causa das minhas criações literárias. Ainda escrevo sobre as diferenças culturais e como é morar no exterior até hoje, mas para o meu espanto, as pessoas agora o visitam mais pelos meus textos do que pela Austrália. Continuar lendo

A Marcha e minha opinião

Nessa semana foi realizada mais uma Marcha pra Jesus em São Paulo e outros estados. E como em todos os anos anteriores, ela veio acompanhada de uma série de críticas e ataques. Bem, como tenho conhecidos de ambos os lados – defensores e críticos –resolvi trazer o tema para a blogosfera. Quero antes de qualquer coisa dizer que não é meu objetivo gerar atritos em pessoas que pensam diferente de mim. Quero apenas expressar minha opinião e saber o que vocês pensam a respeito do tema.
Mas antes de falar sobre o assunto, vamos esclarecer mais sobre o evento.
Sei que é difícil, mas sempre pode ter alguém que ainda não conheça o evento. Pois bem, a Marcha pra Jesus é um evento que ocorre anualmente em várias partes do mundo e nela cristãos de várias denominações se unem para marchar pelas ruas de suas cidades, cantando e dançando, mostrando a todos sua fé em Jesus. Aqui no Brasil a Igreja Renascer em Cristo é a organizadora desse evento religioso. Nele várias bandas se apresentam em trios elétricos e na concentração. Há também os momentos de oração e Palavra, caracterizando uma verdadeira reunião cristã.

Vendo desse ângulo, parece ser um evento unânime e de total aceitação. Porém não é assim. Existe um grupo de cristãos que critica ferrenhamente esse tipo de manifestação religiosa e aponta dezenas de falhas nela, mediante o emprego da Bíblia. Eles dizem, por exemplo, que Cristo não precisa de eventos que chamem a atenção da população para que Ele possa agir e salvar. Confesso que já fui parte constituinte desse grupo, e tinha meus motivos. Mas hoje quero mostrar aqui minha atual ideia desse evento e saber o que cada um acha dele.

Como já disse, eu também era um crítico da Marcha. Não por ser um evento chamativo (visto que fecha várias ruas nas cidades onde é feita), mas sim por não ver um real fundamento nela. Mesmo tendo ido à do ano passado ainda achava algo sem valia ou com importância. Mas aos poucos fui mudando minha forma de pensamento. Não a respeito dela, mas no geral, em um todo. Comecei a perceber que sem compreensão não se chega a lugar algum. E foi a partir daí que percebi que todas as injúrias levantadas contra a Marcha não tem sentido.
Se for um evento que não simpatizamos, tudo bem. O que não podemos é dizer que a Marcha é um evento ruim, que apenas visa o bem-estar humano e não contribui para o Evangelho. E pior ainda se usarmos a Palavra para tentar nos explicar. Sabe por quê? Basta olhar bem. A Marcha para Jesus é um evento do povo, onde as pessoas expressam a sua fé por meio de uma ação pública, sem ter vergonha de dizer que tem Cristo como guia. Por ser um evento do povo, público, é mais do que aceitável. Não é uma Marcha DE Jesus, mas PARA Jesus. Isso significa que é o povo o responsável por ela, e não a Palavra. Por isso não podemos condenar a Marcha com base nas Palavras de Cristo porque as pessoas se manifestam do jeito que entenderem, sem estarem erradas por isso. Errado seria se alguém chegasse e dissesse que criou a Marcha por inspiração divina. Aí sim eu poderia concordar com as críticas.
Que existem picaretas, safados e sem-vergonhas no meio daquele povo, isso é inegável. Tem sim muitos pilantras, que roubam o povo na cara dura e que usam o evento apenas para autopromoção. Mesmo assim, não é esse o objetivo do evento. Isso significa que nem as características ruins mancham a ideia principal do evento, que é o de reunir pessoas que partilham de mesma fé. Não se derruba uma árvore por causa de alguns frutos podres. Também não se pode condenar um evento por causa de pequenos problemas no seu meio.

É por isso que não condeno a Marcha e seus simpatizantes. Continuo achando um evento desnecessário e sem muito valor, mas nem por isso vou falar mal de quem vai ou deixar de ir. Só não fui esse ano porque estava meio doente, mas se estivesse bom iria com certeza. As coisas que tenho de evitar são aquelas que me fazem mal e que entristecem meu DEUS. Coisas como cobiça, mentira, engano e falso testemunho. Não vou deixar de acompanhar meus amigos a eventos que são neutros para mim só por causa de uma ‘frescura gospel’. Não dessa vez.

E vocês, o que pensam da Marcha? Aprovam, condenam, participam, não acham nada?
Comentem! O espaço é de vocês 😀

Marcha pra Jesus 2010, em São Paulo

Reflexões de Domingo

Nesse último fim de semana vimos aqui no Brasil o fim de mais um campeonato nacional da elite do futebol. Por ser um esporte de preferência nacional, não faltou assunto pra maioria da população nessa semana. Pois, diferentemente dos demais anos, essa edição contou com muito mais emoção, mesmo na derradeira rodada. Só para se ter ideia, no último jogo 4 times ainda tinham claras chances de título! E o vencedor foi o Flamengo, time que surpreendeu a todos. Mas vamos falar disso mais na frente.

O objetivo desse post é mostrar o exemplo de três times quanto sua postura na competição. São atitudes e ideais que valem para qualquer um de nós, na vida inteira.

Vou citar os exemplos de três times junto com as características que os levaram ao êxito (ou decepção) no fim desse Brasileirão.

Flamengo → Determinação

Flamengo_campeao

O que podemos falar da arrancada desse time no 2º turno?! A equipe conseguiu, em alguns jogos, ultrapassar 13 times e, nas duas últimas rodadas, alcançar o posto mais alto e levar a taça ‘pra casa’. Tudo isso foi fruto da determinação do time em vencer. Andrade, técnico da equipe, soube como poucos organizar o time e definir metas alcançáveis. Sucesso é um fruto direto da determinação, aliada a outros fatores decisivos, que estavam presentes nessa arrancada rubro-negra!

Fluminense → Motivação

fluminense

Com certeza o Fluminense foi uma das surpresas desse fim de campeonato. O time que até algumas rodadas era o último colocado conseguiu de maneira surpreendente dar uma alavancada em sua posição na tabela e dessa forma escapar de mais um rebaixamento, o que seria vergonhoso para um time que nos dois últimos anos chegou a duas finais de campeonatos internacionais.

O pilar disso foi a motivação que o time tinha: a de não ser novamente rebaixado. Além disso, o atacante Fred (a contratação mais cara da equipe no ano) tinha a necessidade de voltar à boa fase e, dessa forma, chamou a responsabilidade para si. O resultado foi ele marcar – senão me engano – 11 gols nos últimos 11 jogos, algo incrivelmente extraordinário para um atacante atuando no Brasil. Se não existisse tal motivação, dificilmente o time se salvaria.

Palmeiras → Força de Vontade (out)

Decepção alvi-verde

O time que tinha praticamente a taça em seu colo durante metade do campeonato conseguiu não só perdê-la como também ficar de fora da zona de classificação para o maior torneio de clubes da América, a Taça Libertadores.

O time dependia somente de si mesmo para ser campeão, pois conseguiu, ao longo de muitas rodadas, acumular pontos de diferença para o 2º colocado. Mas mesmo assim deixou que quatro clubes não só o alcançassem, como também o ultrapassassem e fizessem com que o seu ano fosse fechado de maneira triste e apagada. Foi algo extremamente vergonhoso. Como pode uma equipe até boa se acomodar de tal maneira a ponto de deixar a força de vontade de lado, sendo ela tão necessária para alcançar a vitória? Isso envergonhou toda uma torcida, esperançosa por pelo menos um título no ano. Esperamos que em 2010 as coisas sejam diferentes.

E aí, o que vocês acharam dessas reflexões? Gostaram, não concordaram, tem outras considerações? Então opinem, comentem, e vamos debater esse assunto!

Analfabetismo Digital

A cada dia que passa ocorrem mudanças no nosso cotidiano. Vemos a introdução de novas tecnologias fazer parte de nosso dia-a-dia e ocuparem tanto nosso tempo livre como nossos afazeres. Mas mesmo com tantas mudanças, ainda existe um grupo de pessoas que prefere ser avesso a essas novas tecnologias. Até aí tudo bem, mas o problema é quando essas pessoas tentam defender seu ponto de vista e mostrar nosso “erro”, por sua concepção.

Nós sempre atribuíamos isso às pessoas mais velhas, como pessoas da 3ª idade. Mas percebi que muitas pessoas jovens deixam de aproveitar os benefícios da tecnologia para viver suas vidas de um modo mais complicado.

Vamos aos fatos. Eu sempre tive na escola a fama de nerd e viciado em Internet e novas tecnologias. Mas a verdade não era essa. Claro que soa estranho eu falar de mim mesmo, pois todos acharão que eu estou me defendendo. Mas a realidade é que eu nunca fui viciado assim como eles falavam. O que acontecia é que eles tinham uma vida mais afastada dessas coisas e me chamavam assim por eu gostar dessa área do conhecimento. Esse é um dos sinais do analfabetismo digital. As pessoas desconhecem os inúmeros benefícios das tecnologias e por isso taxam os outros com expressões pejorativas. Mas já me acostumei com isso.

Um segundo exemplo ocorreu há poucos dias atrás: eu estava na aula quando um dos meus colegas me pediu uma ajuda. Eu prontamente me disponibilizei. Ele então disse que queria que eu lhe ensinasse como ‘roubar senhas’ de uma determinada rede social. Eu estranhei o porquê dele ter perguntado isso logo para mim. Aí ele explicou: “Eu te perguntei porque sempre que eu entro na Internet você está on-line. Pô, você tem a maior cara de hacker… hahaha”.

Imaginem como fiquei alegre com essa reposta (sem comentários). Aí vocês podem pensar: bem, ele estava correto porque se sempre que ele entra você está on-line, significa que você é mesmo viciado. Sim, você tem razão de pensar isso. Mas a realidade é que os horários em que ele usa batem com os meus. Além disso, meu uso comum de Internet é entre 1h às 2h por dia. Isso descontando os dias que não uso. Isso significa que a afirmação que ele fez estava errada. Como um viciado pode passar tão pouco tempo conectado?

Vemos aí o 2º sinal do analfabetismo digital. As pessoas, por terem pouco conhecimento dessas tecnologias, acham que você é um louco por conta de características inconclusivas.

 

analfabetismo

Mas é claro que tenho culpa nesse assunto… Posso ser considerado um geek ¹, mas no estágio mais inicial possível. Gosto muito de novas tecnologias, interatividade e informação, mas moderadamente. Uso regularmente a Internet, participo de inúmeras redes sociais, tenho acesso à Internet móvel, ouço música digital…Ou seja, características de um geek. Mas ainda assim não concordo com o termo viciado, pois o viciado usa Internet por muito mais tempo, vive o dia inteiro conectado, seja por computador, celular, videogame ou qualquer outro gadget ², além de passar o tempo praticamente inteiro com coisas voltadas para a tecnologia…

Enfim, precisamos rever alguns conceitos e aproveitar melhor a vida. Porque não aproveitamos nosso tempo livre para fazer um supletivo digital? Algumas doses de Twitter, Facebook, MySpace e alguns blogs, por exemplo, podem ser de grande valia para você que fica vidrado na vida real e esquece que os meios digitais são uma fonte de conhecimento e uma forma de lazer.

 

 

¹ Geek é uma expressão idiomática da língua inglesa, uma “gíria” que define pessoas peculiares ou excêntricas obcecadas com tecnologia, eletrônica, jogos eletrônicos ou de tabuleiro etc.

²Gadget (do Inglês: geringonça, dispositivo) é uma gíria tecnológica recente que se refere, genericamente, a um equipamento que tem um propósito e uma função específica, prática e útil no cotidiano.

2016.

Essa semana o mundo literalmente parou para ver quem seria a cidade escolhida para ser sede das Olimpíadas de 2016. 2016.

Muita gente ficou eufórica. Em várias cidades do mundo – Rio de Janeiro e Madrid, por exemplo -, foram organizados eventos para se comemorar uma eventual vitória. O desfecho disso tudo é que a cidade do Rio de Janeiro foi a grande escolhida.

Mas esse fato, em vez de me fazer alegre e festejante – assim como ficaram meus familiares e amigos -, fez com que eu refletisse na seguinte ideia: não seria um gasto desnecessário, visto os problemas que o país enfrenta em várias áreas?

Essa indagação virou um pensamento fixo em mim, e resolvi levar isso adiante. Sempre que via alguém defendendo ou festejando nossa ‘vitória’, eu já me colocava contra e perguntava quais os reais ganhos que nos teríamos. Logicamente as pessoas não tinham respostas concretas e acabavam por se perder no assunto e citar pontos que poderiam ser positivos.

O ponto que quero alertar é de conhecimento geral, mas sempre vale a pena ressaltar: serão gastos BILHÕES, (se não TRILHÕES) de reais em um evento que pode trazer benefícios a curto prazo mas não garantir o futuro de nosso desenvolvimento, ou mesmo de um desenvolvimento regional. Sejam sensatos! Não adianta querer apontar os pontos positivos que os jogos irão trazer. Afinal, desenvolvimento implica construção, investimento e TEMPO. Os maiores benefícios que uma Olimpíada em solo brasileiro pode trazer é a satisfação do povo, um pouco de infra-estrutura e, talvez, algum desenvolvimento no sistema como um todo.

Mas o que quero realmente enfatizar aqui é que o investimento feito nas Olimpíadas de 2016 não será totalmente ususfruído pelos habitantes da respectiva cidade sede. Sabe porque? Basta pensar: se fossem investidos nos próximos 5 anos R$20 bilhões em determinado setor – como o de transportes, por exemplo – o mesmo poderia se desenvolver com maior facilidade e melhores resultados, sendo bem aproveitado pelos habitantes. Isso porque um investimento direcionado traz mais resultados do que aqueles feitos globalmente.

não seria um gasto desnecessário, visto os problemas que o país enfrenta em várias áreas?

não seria um gasto desnecessário, visto os problemas que o país enfrenta em várias áreas?

Outro fator que demonstra isso é que investimentos derivados de eventos não são duráveis. Os transportes, a saúde, a economia…enfim, todas as áreas podem ser beneficiadas, mas não será algo duradouro, pois, findados os jogos, o descaso com certeza retornará. Por isso não posso concordar que as Olimpíadas em solo tupiniquim possam trazer o desenvolvimento necessário.

Esses, entre outros fatores, fazem com que eu não tenha vontade de que a Olimpíada seja aqui. Mas, uma vez já escolhida a sede, o que posso fazer é torcer e apoiar nosso país para que nossos jogos sejam os melhores de todos os tempos.

Então, vai nessa Rio!

Orgulho de ser brasileiro?

Bem, meu 1º post depois de alguns dias será sobre um tema atual, porém pouco debatido ou pensando. Quero falar sobre a justiça brasileira e seus erros.

Antes de tudo, sei que todos os países, pessoas e instituições cometem erros, até grosseiros, muitas vezes. Porém o que me deixa estarrecido é o fato desses erros serem tão recorrentes em um país considerado ‘grande’, não apenas em tamanho territorial e populacional, mas também em cultura e diversidade.

O fato que gostaria de explorar foi algo que aconteceu em São Paulo no mês passado e meu deixou profundamente revoltado, apesar de já estarmos conformados com tamanha violência contra o ser humano.

Foi assim: um empresário, pilotando sua BMW, atropelou um garoto de rua, que acabou morrendo. Ele foi preso. Até aí vemos uma justiça ativa e operante. Mas o que revolta a todos é o fato que vem a seguir. O empresário, tendo muito dinheiro, conseguiu a liberdade depois de pagar fiança.

É assim que nossa bandeira deveria ser representada, tamanha corrupção...

É assim que nossa bandeira deveria ser representada, tamanha corrupção...

Agora me digam, caros leitores: A vida de um ser humano, por mais simples que seja, vale algumas notas de papel-moeda? O sangue inocente vale o mesmo que uma mansão ou algo de maior valor comercial? Reflita e me diga! Como podemos viver em um país com tanta corrupção em praticamente todas as esferas da sociedade e ficarmos parados, sem reação?! Não é possível que o brasileiro seja tão ingênuo para que não veja o que acontece em seu próprio país…

Voltando ao assunto, podemos aceitar uma lei que protege os mais abastados? Basta parar para pensar: sim, o empresário tinha o direito perante a lei, isso eu não nego. Mas quero saber se, perante a ética, isso seria correto. Por mais que a lei proteja um agressor, devemos perceber que a vida de alguém foi tirada e o responsável por isso tem que pagar pelo que fez. Sim, sei que haverá um julgamento e tudo mais, mas para que passar por todo esse processo quando se sabe que foi ele que fez aquilo? Não seria mais fácil e justo prendê-lo ao invés dele ‘recorrer em liberdade’?

Sim, nosso país tem coisas que são de se orgulhar, como a abundância de riqueza natural, a beleza feminina, a cultura e os costumes regionais, mas temos também nosso lado negro, aquele que me faz ter vergonha de ser brasileiro. Sei que parecesse errada minha atitude, mas no país em que vivo não posso ser feliz se os erros são protegidos, abraçados e ‘alisados’. No dia que meu país descobrir o que é justiça, aí sim serei feliz.