Flyleaf, the end [at least for me]

Nossa vida é feita de inúmeros fatos. Pessoas nascem, sonhos se materializam, conquistas são feitas…Porém nem tudo pode ser comemorado pelas pessoas, ainda mais se o fato em questão é uma morte, mesmo que metafórica. 

 Nos últimos 15 dias fomos surpreendidos com o anuncio do Continuar lendo

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Música, status: violada

Antigamente eu achava que o mercado paralelo da música era o motivo por haver essa quebra no sentimentalismo que a envolvia. Antigamente esperávamos um CD sair com ansiedade, contando as semanas e meses. Havia fila para adquirir as novidades daquele artista que as pessoas tanto gostavam, existiam fã-clubes, os prêmios musicais tinham evidência. Enfim, tudo isso passou. Mas descobri que o culpado não foi o modelo de consumo ilegal da música – que se tornou de certa maneira o padrão de consumo da mesma na nossa geração – mas sim o formato da música.

Vamos voltar um pouco no tempo. Antes da popularização da internet, em meados da década de 90, existia um Continuar lendo

Sobre música ‘digital’ e sua legalidade

A distribuição de música ao redor do globo sempre gerou muita receita. A venda de CDs, DVDs, ingressos e produtos relacionados movimenta bilhões de reais ao ano. Porém existe peculiaridades dentro desse mercado que atraem nossa atenção, já que somos consumidores de música. E um dos fatores que afetou a venda de músicas em sua totalidade foi o advento da internet. Através dos anos foram desenvolvidos sistemas e modelos de consumo que permitiam ao usuário o consumo de música de modo amplo, sem as restrições que o mundo físico apresenta. O download ilegal de músicas (a vertente mais forte) foi o principal. Ele abalou as estruturas dessa modalidade de comércio. Até hoje bilhões são perdidos anualmente com os arquivos copiados indevidamente. Mas existem opções para aqueles que se preocupam com o consumo digital de música sem ferir as leis autorais. Porque, querendo ou não, traficar música como fazemos é Continuar lendo

Track #6 | Arrested in El Paso Blues

Imagine uma banda que mistura hardcore com música country americana. Estranho, não? Porém ficou bom demais na roupagem desse “highlander” do punk-hardcore mundial, Mike Herrera. Ele, que é também vocalista e baixista da lendária MxPx emprestou seu talento para esse belo projeto. Enjoy!

Como se não houvesse amanhã

(e por acaso, há?)

Ele parecia olhar a vida como quem via um furacão, na certeza da calmaria.
Sempre que penso em Renato, o vejo sentado no topo de um prédio, sentindo as dores de uma sociedade que poderia desfrutar da mais plena paz, não fossem seus tiques de histeria.

A propósito, ele parecia enxergar o ciclo de cada coisa, inclusive Continuar lendo

CD #2 | With Roots Above And Branches Below

Esse é um dos CDs que mais ouvi nos últimos dois anos. Destoa muito do que eu [aparentemente] ouço. Lembro que na época do técnico muita gente dizia: “você ouve metal? Nem parece, você aparenta ser tão tranquilo!”  Pois é, as aparências enganam. Mas falando do disco, é um dos que mais gosto dentro da cena metalcore porque o considero um marco considerável. Longe de ser um trabalho aclamado pela crítica (apenas pela especializada) ele não é um álbum concentrado na musicalidade, mas sim no peso, expresso em muitos riffs, distorções e na bateria insana. Ah, o trabalho é regado de belos elementos eletrônicos, feitos por sintentizadores. Achou a idéia bacana? Então leia a resenha pra entender como é a brincadeira, faixa por faixa. Continuar lendo

CD #1 | New World Broadcast

Demorou, mas saiu!
Quase um semestre após o lançamento digital do CD, finalmente pude colocar minhas impressões sobre ele na mesa. Agora que a versão física foi disponibilizada bela desculpa as coisas ficaram mais fáceis, já que pude escrever minha resenha ouvindo o CD no talo, no sistema de áudio de casa.

A impressão que tive ao ouvir o trabalho na íntegra pela primeira vez foi: Continuar lendo

Track #5 | Shut it Down

Faz um tempo que penso em postar essa música aqui, mas só agora tive a chance. E veio em boa hora, pegando o trem das mudanças na minha vida.

A internet é a principal ferramenta que usamos hoje, e aliada a Continuar lendo

Galeria

Entrevista com Elldorado

O rock é reconhecido como o estilo de música mais difundido das últimas décadas no mundo. Mas em todos esses anos existiram mudanças dentro dele, como inserção de técnicas, melhorias e experimentações que podem ser vistas hoje, principalmente. E uma das práticas mais conhecidas nos dias atuais é a fusão de estilos, ou uma mescla de instrumentos que até algum tempo atrás eram associados à outras formas de musicalidade. E uma das bandas que faz parte desse tipo de definição é a Elldorado, grupo do interior paulista que vem chamando a atenção por onde passa, visto a diferença que o som atrai, juntando características do post-hardcore com uma sonoridade eletrônica.

Na entrevista que fizemos com eles podemos ter uma ideia de como a banda pensa a respeito desse tipo de música, qual a abordagem deles em suas letras e sobre a cena em sua região, entre outros assuntos. Vamos lá:

1. O estilo que vocês tocam ainda não é muito difundido no país, com levadas de eletrônico, por exemplo. Vocês acreditam que essa “inovação” tem trazido bons resultados?

O fato de usarmos eletrônicos nas musicas acaba chamando atenção pela forma como eles são usados. Em algumas musicas, por exemplo, os eletrônicos são “solos”, eles atuam sozinhos sem nenhuma participação de outros instrumentos. O preconceito também existe, mas de forma geral, essa mistura tem nos trazido bons resultados.

2. Na minha [pequena] visão, a cena underground de São Paulo era grande, mas através de relatos percebi que existem outras cenas respeitáveis, como a da região de Americana, cidade de vocês. Como são as coisas por aí?

A cena underground aqui na região é de muita expressão, temos bandas realmente boas por aqui. Alguns exemplos são: Moana, Dallas, Teatro Vermelho, Mehra, Maguerbes, Cardiac, entre outras. E devido a essa diversidade de bandas e estilos a cena é bem completa e forte, logicamente, guardado as suas devidas proporções.

3. Vocês tocaram recentemente com o Glória, que pode ser considerada a principal banda saída da cena independente para o mainstream, isso falando de bandas “metalizadas”. Como foi a experiência?

Foi uma experiência interessante, afinal nesse dia só tocaram bandas muito respeitadas na cena, mas infelizmente não foi um dos nossos melhores shows. Tivemos muitos problemas técnicos e não tivemos tempo hábil para resolvê-los. Mas quem estava lá curtiu junto com a gente independente dos contratempos, e quando nosso show terminou pediram por mais uma musica: “ANJOS CAÍDOS” (musica do nosso clipe), então acreditamos que valeu a pena!

4. Quando tive o primeiro contato com o som de vocês, na época dos teasers, pensei que sairia algo mais puxado pro eletrônico, como o Attack! Attack!,porém, o som da banda pegou uma boa influência do post-hardcore. Isso aconteceu pelo gosto dos integrantes ou pelo cenário desfavorável?

Apesar de nossas influencias, sempre tivemos em mente a intenção de fazer um som com a nossa cara, o nosso jeito. Nossas musicas amadureceram com o passar do tempo e nossas ideias também. Já adiantamos que nosso próximo trabalho estará ainda mais forte, essa é a nossa cara!

5. Alguns (ou todos, me corrija se estiver errado) integrantes da banda já tinham outros projetos antes de começar o Elldorado. Isso ajudou de que forma?

Correto. Todos os integrantes já vinham de outras bandas/projetos e isso, acreditamos que foi um fator muito favorável para o Elldorado. O fato de já termos passado por diversas bandas nos traz uma maturidade maior quando se inicia um novo projeto, os objetivos ficam mais evidentes.

6. Uma coisa que sempre me chamou a atenção foi a qualidade superior que vocês buscaram, principalmente nos vídeos. Como vocês se sentem ao ver a receptividade da galera?

Sentimos-nos honrados, o clipe foi muito bem aceito na cena e tudo foi fruto de muito trabalho. Quando se vê o reconhecimento da galera, o apoio nos shows e tudo mais, isso não tem preço. Quando fizemos os vídeos queríamos buscar exatamente isso, algo que ainda não tinha sido explorado pelas bandas na cena underground. E hoje já podemos ver frutos disso, as bandas tem feitos trabalhos extraordinários de vídeo e com pouquíssimos recursos.

 7. Por falar em receptividade, como tem sido a aceitação das músicas nos shows e audições do CD? Como a galera se porta ao ouvir as batidas diferentes?

Tem sido ótimo o resultado. A galera tem gostado bastante, fazem covers e mandam pra gente, pedem as letras pra cantar junto e nos deixam diariamente recados nas redes sociais a respeito do som. Nosso clipe teve mais de 2.000 views em menos de uma semana, então acreditamos que nosso trabalho tem sido bem aceito. Mas o melhor de tudo é ouvir que uma musica que você fez mudou a vida de alguém ou a forma de pensar, esse é o real sentido do trabalho.

8. Os integrantes da banda são cristãos, certo? Como separar a religião da fé? Como vocês aplicam essas ideologias na vida e música?

Sim, todos os integrantes são cristãos. Cantamos aquilo que vivemos e/ou o que acreditamos ser correto. Em nossas canções falamos a respeito de paz, amor e fé. Tentamos passar uma mensagem positiva em relação a vida e ao cotidiano. Acreditamos que o amor vai muito além da religião e não nos prendemos nisso. Nosso intuito é fazer as pessoas enxergarem que existe uma solução para os seus problemas e que sua vida não precisa acabar de uma forma ruim, há sempre uma saída.

9.Covers são sempre bem vindos! Vocês planejam realizar algum nesse ano?

Nunca tocamos covers nesse tempo todo de banda, não porque não gostamos, e sim pela falta de tempo. Dedicamos todo o tempo que temos disponível em canções próprias, mas concordamos que os covers são muito interessantes e já estamos estudando algumas musicas para escolhermos um possível cover.

10. A cena independente tem ganhado força no Brasil. Não só a nacional, mas também a gringa, com muitas bandas vindo pra cá nos últimos anos. Como vocês enxergam isso? Tem tirado proveito desse desenvolvimento?

A cena brasileira tem ganhado força devido a qualidade das bandas de hoje. Project 46, John Wayne, Destreza  entre outras tem feito a diferença e aumentado muito a qualidade e o alcance da cena. O fato de bandas gringas estarem se apresentando aqui só mostra que temos muito publico pra esse tipo de som e que a cena realmente vem crescendo, e cabe a cada banda aproveitar as oportunidades. Nós, logicamente que se tivermos a oportunidade de abrir para essas bandas ficaríamos muito felizes e honrados, mas podemos dizer que tocar com bandas daqui mesmo, como essas que citamos já têm sido um grande presente. Não importa pra quem ou com quem vamos tocar e sim a mensagem passada.

11. Existem boas bandas tanto na cena de vocês como em outros pontos do Brasil. Já vimos um split independente e interestadual que deu certo, o Chumbo. Vocês planejam algo semelhante, ou talvez uma tour?

Temos em mente algo do tipo sim, mas ainda são coisas para serem conversadas e planejadas com calma. Estamos também abertos para ideias e propostas que possam surgir.

Entrevista com Hunger United

A música underground brasileira  sempre teve bons nomes, e justamente por ser uma cena “under” dificilmente chegava ao ouvido da galera. Porém isso mudou com a internet, onde os artistas encontraram um ótimo espaço para divulgar seus trabalhos. E um dos estilos que tem aproveitado esse recurso é o rock, nas suas infinitas vertentes.

Dentro dele existe uma veia que tem ganho uma divulgação interessante na rede, e consequentemente obtido resultados. Esse é o Continuar lendo