Flyleaf, the end [at least for me]

Nossa vida é feita de inúmeros fatos. Pessoas nascem, sonhos se materializam, conquistas são feitas…Porém nem tudo pode ser comemorado pelas pessoas, ainda mais se o fato em questão é uma morte, mesmo que metafórica. 

 Nos últimos 15 dias fomos surpreendidos com o anuncio do fim de uma parceria duradoura. Depois de tantos anos de trabalhado duro sendo reconhecido, a vocalista Lacey Strum anunciou sua saída da banda americana de rock Flyleaf. Isso pode ser considerado um fato comum, visto que hoje as bandas começam e terminam num piscar de olhos. Mas Flyleaf tem uma importância crucial no desenvolvimento desse blog e no meu em particular, como pessoa. Sendo assim, uma mudança tão profunda como essa nos cobra um parecer, uma espécie de carta aberta. 

Conheci o Flyleaf no dia do meu batismo, em maio de 2009. Uma pessoa me mostrou alguns minutos antes que eu descesse ao tanque batismal. Apesar de ser fã dos sons mais pesados já naquela época, lembro que achei meio que uma mistureba louca. Mas gostei. As semanas passaram e, como era prática na época acabei procurando a comunidade deles no Orkut, antiga rede social onipresente no país. Lá era o melhor para encontrar informações sobre interesses em comum. 

E foi na comunidade de fãs do Flyleaf que encontrei o blog de uma garota chamada Brenda Nepomuceno. Como eu já tinha o desejo de criar algo parecido, acabei me inspirando no site dela [e obtendo seu apoio até os dias de hoje], o que originou a criação da primeira versão do O Jovem Pensante, que culminaria nessa versão 2.0. Posteriormente eu viria a descobrir que ela partilhava também de vários interesses/fatos em comum. A fé, os gostos musicais, e até a macroregião onde moramos, varias coisinhas, e tudo iniciado por causa de uma banda atípica. 

 O tempo foi passando e o som da banda também. No ultimo cd as coisas mudaram bastante, saindo o som de pura distorção e muita gritaria para algo bem mais cadenciado e, digamos, refinado. Porém nem isso abrandou os fãs, que viram nesse fato uma mudança para melhor, demonstrando a maturidade dos membros.

 Voltando ao lado “social” da banda, lembro que por um certo tempo eu os tinha como espécie de filtro com relação as amizades. Quando conhecia alguém que gostava da banda costumava estimar mais do que a maioria, até porque Flyleaf não é banda pra se ouvir no rádio, com músicas comerciais, pelo menos não aqui no Brasil. Acho que era uma daquelas atitudes de certo modo imaturas, que tomamos nessa virada da adolescência para a idade adulta. 

Fato é que o anuncio do fim dessa parceria de sucesso reflete diretamente no passado do blog. A banda pode continuar, mas será como outros casos conhecidos de “disssolução de imagens compostas”, isto é, bandas que se partem pelo caminho e ainda querem manter o nome, como se fosse a mesma coisa. Foi assim com Evanescence e Paramorepor exemplo. Existem outros casos, como as extensas trocas de vocalista da banda Oficina G3, que culminaram no seu ápice atual. Mas quando a banda já possui uma imagem interessante, uma personalidade que cativa, aí as coisas mudam.

Mas é como falei acima, as coisas mudam. Tomara que ela possa se envolver em novos projetos no futuro, já que sua voz é uma das melhores que já pude ouvir. E que a banda evolua, e forme um novo conceito, sem comparações com o passado, e impactante, talvez não do mesmo modo, mas que atrai de alguma forma. Enquanto isso, estamos de luto.

 

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2 comentários sobre “Flyleaf, the end [at least for me]

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